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PROFISSIONAIS DO FUTURO! CONFIRA AS PROFISSÕES QUE DEVEM DESAPARECER OU ESTAR EM ALTA NOS PRÓXIMOS ANOS

porteiro de edifícios – grande risco de automação

Você já deve ter se perguntado “quais serão os profissionais do futuro” alguma vez, certo? A tecnologia vem mudando drasticamente a forma como vivemos e percebemos o mundo ao nosso redor, assim revolucionando pouco a pouco o mercado de trabalho. Uma pesquisa feita pela Coppe/UFRJ, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da consultoria McKinsey mostram que mais da metade dos postos de trabalho no Brasil correm alto risco de serem automatizados nos próximos anos. Então veja como você pode se preparar para ser um dos profissionais do futuro e atravessar essas mudanças.

Revolução tecnológica

Depois da revolução tecnológica no trabalho agrícola e industrial, cada vez mais especialistas apostam que a nova onda de automação afetará os trabalhos ligados a prestação de serviços, majoritário nas grandes metrópoles. Algoritmos e a inteligência artificial já conseguem realizar algumas tarefas simples, e assim, cargos administrativos, burocráticos e padronizados são os mais ameaçados. Dados da pesquisa da Coppe/UFRJ mostram que o cargo de porteiro de edifícios e recepcionistas em geral, que empregam milhões de pessoas no país, tem 96% de risco de serem automatizados na próxima década, e o profissional de telemarketing, 99% de risco. Para as empresas, isso representa uma redução nos custos, para os trabalhadores, um enorme desafio de continuar útil.

— A pesquisa foi feita adequando indicadores de risco de automação descobertos pela universidade de Oxford para o Brasil. No entanto, vimos que os cargos mais afetados serão os com os menores salários e menor nível de escolaridade — afirma Yuri Lima, pesquisador do estudo.

profissões com maior risco de automação

profissões com menor risco de automação

Esse processo está ocorrendo em todo o mundo. O estudo da consultoria McKinsey estima que entre 3% a 14% dos trabalhadores terão que mudar de área de atuação até 2030. No Brasil, a estimativa é de até 10%.

— Em outros países, a automação está mais avançada, mas a diferença é que em países desenvolvidos, diferente do Brasil, a população está diminuindo e possui um alto grau de educação — afirma Björn Hagemann, sócio sênior da McKinsey.

Bruno Ottoni, pesquisador do FGV IBRE e Idados, ressalta experiências nos Estados Unidos com a criação agências de emprego para redirecionar as pessoas para novos cargos.

— Será preciso ser muito eficiente em tirar trabalhadores de onde os empregos estão desaparecendo e realocar a mão de obra em atividade que estão surgindo.

Os especialistas em Recursos Humanos alertam que os trabalhadores devem ficar atentos se a sua área de atuação está ameaçada de automação. Além disso, desenvolver mais habilidades de relacionamento, como simpatia e convencimento.

— Com o avanço tecnológico o risco é se tornar um inútil para o mercado. É preciso ficar atento as tendências e ver o que surge de oportunidade para se tornar um dos profissionais do futuro. Mas, o que se entende, é que as empresas vão valorizar mais do que nunca a relação humana e a capacidade de se adaptar e aprender— afirma Antonio linhares, Diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro.

Autoatendimento no varejo

Nos Estados Unidos, o Walmart e a Amazon, as duas maiores varejistas, estão implementando lojas que funcionam sem nenhum atendente. O comprador registra e paga sozinho pelos produtos.

— O varejo será uma das áreas mais impactadas com a substituição do atendimento pelo autoatendimento, o crescimento do E-commerce e a própria digitalização dos processos — afirma Yuri Lima, pesquisador da Coppe/UFRJ, cuja pesquisa aponta um alto risco de automação de cerca de três milhões de cargos da área no país.

No Brasil, não se espera o fim do atendimento humano tão cedo, mas que o consumidor tenha a escolha entre fazer o seu pedido em uma máquina ou com um atendente.

Para Aldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro, o atendente estará presente de outra forma:

— As lojas serão “showrom” para apresentar os produtos. Somente o atendente humano pode convencer o consumidor do valor do produto e converter em compra.

 


Ser mais humano

Muitas profissões irão ser parcialmente automatizadas, como o varejo, que dará a escolha de atendimento automático ou pessoal. Assim, quem estiver nesses cargos precisa dar um atendimento mais humano. As empresas irão buscar as pessoas mais simpáticas, amigáveis, que sugerem soluções e conseguem incentivar a compra de produtos não pensados.

Não pare de estudar

O conhecimento será mais valorizado do que nunca, mas ele também mudará cada vez mais rápido. É preciso estar sempre se atualizando e estudando, seja em cursos online ou em cursos de networking de trabalho. Também serão mais valorizados os especialistas, por isso, invista em uma área para se aprofundar sempre.

Veja se não é preciso mudar de área

Algumas áreas de fato estarão mais suscetíveis à automação, não adianta ir contra a evolução. Fique atento ao mercado e, se estiver em uma área dessas, considere mudar e veja que outras habilidades pode oferecer.

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